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domingo, 18 de novembro de 2012

Comentário sobre a Prova do CESUPA 2013-I

Texto para as questões 5 e 6

Questão 5

Escrever errado
Aos que não entendem a essência da linguagem virtual deturpada, de escrever corretamente a maioria dos usuários é capaz. A deturpação da linguagem é sustentada pela facilidade (abreviações e modificações ortográficas), falta de necessidade (por que diferenciar o porquê do por quê se a mensagem é a mesma?) e a ironia (se posso fazer do jeito que quero, por que fazer nos padrões impostos?).
(Ah Valentino, Galileu, setembro de 2012)

Observando a construção do módulo “de escrever corretamente a maioria dos usuário é capaz”, percebe-se uma inversão na ordem dos elementos constituintes:

A) O deslocamento do sujeito
B) O adjunto adverbial posposto ao verbo.
C) O predicativo anteposto ao verbo
D) O deslocamento do complemento da palavra capaz.


Comentário:
O trecho mencionado na questão está invertido, como informa a própria questão. Reorganizando-o na ordem direta, teríamos: "a maioria dos usuários (sujeito) é (verbo de ligação) capaz (predicativo do sujeito) de escrever corretamente (complemento nominal de capaz). O que define a letra D como a correta.

Questão 6

A função da linguagem predominante no texto está inscrita em
A) referencial
B) fática
C) metalinguística
D) conativa


Comentário:
O autor do texto utiliza a linguagem para tratar da própria linguagem. Definindo a metalinguagem como alternativa correta.


Dicas de Português - Gabarito do Teste 3

Massa 'agradece' Hamilton com tapa após acidente

Com um forte tapa no ombro e a frase "Bom trabalho, hein, bom trabalho", Felipe Massa interrompeu uma entrevista que Lewis Hamilton concedia após a corrida de ontem para "agradecer" ao piloto inglês, que respondeu: "Não encosta em mim".

O caso acima é curioso: a regência do verbo “agradecer” está incorreta no título, mas correta no lide. Tanto se pode pensar que a hesitação foi fruto da dúvida como se pode imaginar que a preposição foi dispensada no título por falta de espaço.

As pessoas agradecem alguma coisa (um presente, um elogio, um convite) a alguém (pessoa, instituição etc.). Essa é a regência original do verbo “agradecer”, que, entretanto, já admite a variação “agradecer a alguém por alguma coisa”.

Temos, portanto, duas construções corretas: “Fulano agradeceu o convite a beltrano”, “Fulano agradeceu a beltrano pelo convite”. Em nenhuma hipótese o complemento de pessoa prescinde de preposição.

Assim, Massa pode agradecer a Hamilton por alguma coisa ou agradecer alguma coisa a Hamilton. De qualquer forma, a preposição “a” deve anteceder o nome do destinatário da ação (a pessoa a quem se agradece algo).

Assim:

Massa 'agradece' a Hamilton com tapa após acidente


Análise feita por Thaís Nicoleti

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dicas de Português - Gabarito do Teste 2

"Ao persistirem os sintomas, procure orientação médica."

           Essa frase surge na televisão brasileira constantemente. Às vezes escrevem "Ao persistirem...", outras vezes "A persistirem...". Qual a maneira certa?

           Para sabermos, temos de conhecer a sintaxe, parte da gramática que estuda a disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si.
           As relações entre preposição e verbo no infinitivo - verbo terminado em ar, er, ir - são as seguintes:

§  Para + infinitivo = finalidade. 
Por exemplo: Estamos aqui para estudar = Estamos aqui a fim de estudar.


§  Por + infinitivo = causa. 
Por exemplo: Por ser contra os sócios, deixou a empresa = Deixou a empresa porque era contra os sócios.


§  A + infinitivo = condição quando puder substituir a por caso ou se.
Por exemplo: A continuar como está, a revolução será inevitável = Caso continue como está, a revolução será inevitável = Se continuar como está, a revolução será inevitável.


§  Ao + infinitivo = tempo. 
Por exemplo: Ao soar o sinal, todos os alunos se levantaram = Quando o sinal soou, todos os alunos se levantaram.


           A frase exposta na televisão indica condição, pois o enfermo deverá procurar orientação médica se os sintomas persistirem, e não quando os sintomas persistirem. A frase adequada aos padrões cultos da língua portuguesa, então, deve ser assim estruturada:
"A persistirem os sintomas, procure orientação médica".

Análise feita por Thaís Nicoleti, colunista da UOL

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Dicas de Português - Gabarito do Teste 1

Resposta: Porcentagem requer concordância com o termo mais próximo; zeugma requer vírgula

Explicação:

"Cerca de 60% da receita vêm da atividade de distribuição e 40% do abate."


No fragmento em questão, há dois problemas gramaticais: um de concordância (e acentuação) e um de pontuação.

Do ponto de vista da concordância, vale lembrar que, quando o assunto é porcentagem, vale concordar por proximidade. Assim: "cerca de 60% da receita vem", o verbo concordando com o termo "receita". 

Caso houvesse uma inversão sintática e o verbo ficasse antes da expressão, a história seria outra: "Vêm 60% da receita" ou "Foram destinados 60% da receita a ...", o verbo concordando com o numeral 60, que, nessa ordem, lhe é mais próximo.

Se a porcentagem não vier seguida de especificador, o verbo concordará normalmente com o numeral, independentemente da posição: "vieram 60%" ou "60% vieram", mas "veio 1%" ou "1% veio".

Quanto à pontuação, é preciso usar uma vírgula para separar "40%" de "do abate" - afinal, não se pretende falar em "40% do abate" (como se falou em 60% da receita). Na verdade, está subentendida a forma verbal "vêm" (com acento), pois "40% vêm do abate". Essa omissão de uma forma verbal já mencionada anteriormente chama-se "zeugma" (tipo de elipse). Marca-se o zeugma com uma vírgula.

Ocorre, porém, que essa vírgula não pode vir sozinha. Dado que a estrutura ocorre quando há duas orações com sujeitos diferentes, é importante separar a segunda oração da primeira também com uma vírgula. Assim:

Cerca de 60% da receita vem da atividade de distribuição, e 40%, do abate.

Análise feita por Thaís Nicoleti, colunista da UOL

domingo, 16 de setembro de 2012

CONCORDÂNCIA VERBAL


É a parte da gramática que analisa a combinação entre o verbo e o núcleo do sujeito, em número e em pessoa.
Exemplo: "O crescimento de portais leva as empresas a uma nova realidade de mercado."
(O verbo "leva" encontra-se no singular e na 3a pessoa por concordar com o núcleo do sujeito CRESCIMENTO)




01. A concordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase:
(A) Somente no século XX tornou-se rotina os apelos comerciais nas páginas de jornais e revistas, buscando atingir o público consumidor.
(B) Na preferência dos profissionais, devem as mensagens publicitárias apresentar-se como uma fábrica de realização de sonhos e fantasias.
(C) Sempre foram prioritários, para os evangelistas, a divulgação dos princípios básicos da doutrina religiosa.
(D) A linguagem publicitária, voltada para sonhos e fantasias, buscam atingir um público consumidor cada vez mais numeroso.
(E) As vantagens utilitárias de um produto anunciado nem sempre garante o surgimento de um maior interesse do público consumidor.

Existem, no entanto, as regras especiais: verbos impessoais, verbo + se, expressões partitivas, sujeito composto entre outras.

02. (CETAP) Quanto à concordância verbal, as lacunas das frases:
Já ___ cinco dias que matamos as baratas.
Será que ___ famílias saudáveis.
Acredito que __ haver almoços harmoniosos.
Cachorro, gatos, galinhas ___, aos montes, na casa.

São preenchidas, respectivamente, por:
a)     fazem, existe, devem, haviam.
b)    faz, existe, deve, havia.
c)     faz, existem, deve, havia.
d)    fazem, existem, devem, havia.
e)     Faz, existe, devem, haviam.



03. Levando-se em conta a NORMA CULTA da língua, assinale a opção na qual uma das frases apresenta uma concordância verbal INACEITÁVEL.
a) Já é uma hora da tarde. / Já são duas horas da tarde.
b) Deve haver alguma solução para o caso. / Deve haver várias soluções para o caso.
c) Falta um dia para o início das aulas. / Faltam dez dias para o início das aulas.
d) A maioria dos alunos não reclamou do calor. / A maioria dos alunos não reclamaram do calor.
e) Apareceu ao longe um vulto assustador. / Apareceu ao longe vultos assustadores.




04.  A concordância verbal está empregada incorretamente em:
a) Todos os participantes do concurso, menos o diretor, estava feliz.
b) Chegou o livro e a apostila que encomendamos.
c) Discutem sempre meu vizinho e sua sogra.
d) Nem eu nem você somos donos da verdade.



05. (IBGE) Assinale a opção em que há concordância inadequada:
a) A maioria dos estudiosos acha difícil uma solução para o problema.
b) A maioria dos conflitos foram resolvidos.
c) Deve haver bons motivos para a sua recusa.
d) De casa à escola é três quilômetros.
e) Nem uma nem outra questão é difícil. 



06. (IBGE) Indique a opção correta, no que se refere à concordância verbal, de acordo com a norma culta:
a) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.
b) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.
c) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.
d) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
e) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.



07. (IBGE) Assinale a frase em que há erro de concordância verbal:
a) Um ou outro escravo conseguiu a liberdade.
b) Não poderia haver dúvidas sobre a necessidade da imigração.
c) Faz mais de cem anos que a Lei Áurea foi assinada.
d) Deve existir problemas nos seus documentos.
e) Choveram papéis picados nos comícios. 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

INFORMAÇÃO AOS CONCURCEIROS

Alunos do preparatório da Polícia Militar

Após análise das provas de concurso público elaboradas pela UEPA, constatei que sua estrutura é a mesma das provas elaboradas para o vestibular.

Portanto, alunos, dediquem-se a estudar a compreensão e interpretação de textos, base da prova da UEPA.


Agora é só estudar!


Exemplo de questão para a prova da UEPA

TEXTO 1
Meditação no presépio
Cecília Meireles

          Quando São Francisco de Assis inventou o primeiro presépio, e falou das coisas do céu numa gruta, dizem que, ao ajoelhar-se, desceu-lhe aos braços estendidos um Menino todo de luz. O Santo Poeta colocara ali apenas umas poucas imagens: as da Sagrada Família, a do irmão jumento e a do irmão boi. O áspero cenário de pedra tinha a nudez franca da pobreza, a rispidez dos desertos do mundo, o recorte bravio dos lugares de sofrimento. Aí, o Menino de luz pode descer, porque ele vinha para ensinar caminhos difíceis, e restituir às coisas naturais da terra o sentido da sua presença na ordem universal.
      O amor humano é um perigoso jogo. Por amor, os homens foram construindo presépios ao longo do mundo, e já não lhes bastava a pedra desguarnecida: queriam recobri-la do ornamento da sua devoção. Trouxeram folhagens e flores, dispuseram frutos e pássaros, desceram o céu, num pálio de seda azul, colheram as estrelas, dos ramos que se alongam na noite. Caçaram a lua, no meio da sua viagem, e pescaram o sol, redondo peixe de nadadeiras flamejantes.

01. O texto acima:
a) É uma narração já que apresenta fatos fictícios dispostos em sequência.
b) É um texto completamente descritivo, no qual o autor procura formar na mente do leitor a imagem do espaço onde ocorreram os fatos.
c) É uma dissertação, vê-se claramente a posição do narrador dos fatos a partir da leitura do texto.
d) Apesar de estar escrito em prosa, pode-se se dizer que é um texto poético.
e) A partir das imagens e descrições do texto, podemos afirmar que trata-se de um exemplo de texto pertencente ao realismo fantástico.

02. ‘já não lhes bastava a pedra desguarnecida: queriam recobri-la do ornamento da sua devoção.’
Podemos afirmar que ‘desguarnecida’ no texto é o mesmo que:
a) Desnecessária.
b) Sem acessórios.
c) Que não é bela.
d) Sem moldura.
e) Desmembrada.







Gabarito:
Não leia o gabarito antes de tentar resolver as questões, Papai do Céu briga. (01. Letra A / 02. Letra B)