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quinta-feira, 19 de julho de 2012

INFORMAÇÃO AOS CONCURCEIROS

Alunos do preparatório da Polícia Militar

Após análise das provas de concurso público elaboradas pela UEPA, constatei que sua estrutura é a mesma das provas elaboradas para o vestibular.

Portanto, alunos, dediquem-se a estudar a compreensão e interpretação de textos, base da prova da UEPA.


Agora é só estudar!


Exemplo de questão para a prova da UEPA

TEXTO 1
Meditação no presépio
Cecília Meireles

          Quando São Francisco de Assis inventou o primeiro presépio, e falou das coisas do céu numa gruta, dizem que, ao ajoelhar-se, desceu-lhe aos braços estendidos um Menino todo de luz. O Santo Poeta colocara ali apenas umas poucas imagens: as da Sagrada Família, a do irmão jumento e a do irmão boi. O áspero cenário de pedra tinha a nudez franca da pobreza, a rispidez dos desertos do mundo, o recorte bravio dos lugares de sofrimento. Aí, o Menino de luz pode descer, porque ele vinha para ensinar caminhos difíceis, e restituir às coisas naturais da terra o sentido da sua presença na ordem universal.
      O amor humano é um perigoso jogo. Por amor, os homens foram construindo presépios ao longo do mundo, e já não lhes bastava a pedra desguarnecida: queriam recobri-la do ornamento da sua devoção. Trouxeram folhagens e flores, dispuseram frutos e pássaros, desceram o céu, num pálio de seda azul, colheram as estrelas, dos ramos que se alongam na noite. Caçaram a lua, no meio da sua viagem, e pescaram o sol, redondo peixe de nadadeiras flamejantes.

01. O texto acima:
a) É uma narração já que apresenta fatos fictícios dispostos em sequência.
b) É um texto completamente descritivo, no qual o autor procura formar na mente do leitor a imagem do espaço onde ocorreram os fatos.
c) É uma dissertação, vê-se claramente a posição do narrador dos fatos a partir da leitura do texto.
d) Apesar de estar escrito em prosa, pode-se se dizer que é um texto poético.
e) A partir das imagens e descrições do texto, podemos afirmar que trata-se de um exemplo de texto pertencente ao realismo fantástico.

02. ‘já não lhes bastava a pedra desguarnecida: queriam recobri-la do ornamento da sua devoção.’
Podemos afirmar que ‘desguarnecida’ no texto é o mesmo que:
a) Desnecessária.
b) Sem acessórios.
c) Que não é bela.
d) Sem moldura.
e) Desmembrada.







Gabarito:
Não leia o gabarito antes de tentar resolver as questões, Papai do Céu briga. (01. Letra A / 02. Letra B)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Gabarito - Compreensão e Interpretação Texto


Leia o texto abaixo para responder às questões de 01 a 04

TEXTO I - Mendigo
Eu estava diante de uma banca de jornais na Avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e tão amassada quanto ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
– Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas tá certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar a vida, o resto é besteira.
Calou-se e continuou a ler as notícias eleitorais:
– O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo), mas isso, a seu ver, não queria dizer nada:
– O problema é o fundo da coisa: o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruínas. A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.
Suspeitando de que eu não estivesse convencido da sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um sujeito ordinário como os outros:
– O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso me queixar da saúde.
Tirei do bolso uma nota de cinqüenta e lhe ofereci pela sua franqueza.
– Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que eu vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também no fundo é igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom. Chamava-se Jesus Cristo. Mas o senhor viu o que fizeram com ele?
(Para gostar de ler. Vol. 2. São Paulo: Ática, 1978.)

01.   Sobre a crônica, assinale a afirmativa correta.
a) Intenciona levar o leitor a refletir sobre a relação homem e qualidade de vida.
b) Aborda um momento na vida do mendigo, leitor de jornais, que se posiciona frente às manchetes.
c) Contrasta características inerentes a presidentes com as inerentes a jornalistas.
d) A fala do mendigo, ao usar a si mesmo como exemplo de sujeito ruim, é um argumento incoerente.
e) O cronista, no final do texto, mantém a mesma percepção do mendigo tida no início.

02.   As frases “Não acredito um pingo em jornalistas.” E “São muito mentirosos.” Guardam implícita uma relação de sentido de causa/consequência. Reescrevendo-as em um único período e conservando esse sentido, ficaria:
a) Não acredito um pingo em jornalistas, embora sejam muito mentirosos.
b) Não acredito um pingo em jornalistas, por serem muito mentirosos.
c) Não acredito um pingo em jornalistas, apesar de serem muito mentirosos.
d) Não acredito um pingo em jornalistas, mas são muito mentirosos.
e) Não acredito um pingo em jornalistas, portanto são muito mentirosos.

03.   Assinale a alternativa que apresenta a mesma ideia contida no seguinte trecho: “Meu pai, por exemplo, foi um homem bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo: então ele virou ruim.”

a) “Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.”

b) “O homem, que, nesta terra miserável,
mora, entre feras, sente inevitável
necessidade de também ser fera.”

c) “Um galo sozinho não tece uma manhã;
ele precisará sempre de outros galos.”

d) “Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena.”

e) “Amigos para sempre
é o que nós iremos ser
Na primavera
e em qualquer das estações”

Leia a frase abaixo

“Tirei do bolso uma nota de cinquenta e lhe ofereci pela sua franqueza.”

04.   Com relação a essa atitude do narrador, pode-se afirmar que o mendigo
a) passa a admirá-lo pelo gesto solidário.
b) começa a enxergá-lo como um ser menos nocivo à
c) sociedade.
d) não o vê melhor do que antes, apesar da doação.
e) se coloca inferior ao narrador ao receber tamanha quantia.

Texto para as questões de 05 a 07
TEXTO II - Os filhos do lixo
Lya Luft

Há quem diga que dou esperança; há quem proteste que sou pessimista. Eu digo que os maiores otimistas são aqueles que, apesar do que vivem ou observam, continuam apostando na vida, trabalhando, cultivando afetos e tendo projetos. Às vezes, porém, escrevo com dor. Como hoje.
Acabo de assistir a uma reportagem sobre crianças do Brasil que vivem do lixo. Digamos que são o lixo deste país, e nós permitimos ou criamos isso. Eu mesma já vi com estes olhos gente morando junto de lixões, e crianças disputando com urubus pedaços de comida estragada para matar a fome.
A reportagem era uma história de terror – mas verdadeira, nossa, deste país. Uma jovem de menos de 20 anos trazia numa carretinha feita de madeiras velhas seus três filhos, de 4, 2 e 1 ano. Chegavam ao lixão, e a maiorzinha, já treinada, saía a catar coisas úteis, sobretudo comida. Logo estavam os três comendo, e a mãe, indagada, explicou com simplicidade: "A gente tem de sobreviver, né?".
Não sei como é possível alguém dizer que este país vai bem enquanto esses fatos, e outros semelhantes, acontecem. Pois, sendo na nossa pátria, não importa em que recanto for, tudo nos diz respeito, como nos dizem respeito a malandragem e a roubalheira, a mentira e a impunidade e o falso ufanismo. Ouvimos a toda hora que nunca o país esteve tão bem. Até que em algumas coisas, talvez muitas, melhoramos.
Mas quem somos, afinal? Que país somos, que gente nos tornamos, se vemos tudo isso e continuamos comendo, bebendo, trabalhando e estudando como se nem fosse conosco? Deve ser o nosso jeito de sobreviver – não comendo lixo concreto, mas engolindo esse lixo moral e fingindo que está tudo bem. Pois, se nos convencermos de que isso acontece no nosso meio, no nosso país, talvez na nossa cidade, e nos sentirmos parte disso, responsáveis por isso, o que se poderia fazer?

05.  Assinale a alternativa que NÃO contém uma característica comum ao texto lido:
a) É argumentativo.
b) Trata de uma questão relevante em termos sociais, sustentando a opinião do autor.
c) As justificativas das posições elencadas pela autora reiteram o caráter argumentativo do texto.
d) A autora sustenta seu ponto de vista em bases sólidas, embora não emita opinião permitindo que o leitor a forme.
e) O texto oferece uma análise mais detalhada e reflexiva de uma notícia veiculada pela mídia.

06.  ‘Eu mesma já vi com estes olhos’. Assinale a alternativa que contém a melhor análise do significado da expressão:
a) O trecho contém um termo que repete desnecessariamente uma ideia já retratada.
b) A redundância do termo ‘já vi com estes olhos’ é legítima para conferir à expressão mais vigor e clareza.
c) A construção ‘eu mesma já vi’ é irrepreensível em seu emprego e constitui um pleonasmo vicioso.
d) ‘vi com estes olhos’ deixa a desejar a confirmação da ideia que desejou reiterar.
e) ‘eu mesma’ contém um fenômeno chamado tautologia que se configura pela repetição desnecessária de dois termos que se excluem.

07.  Pelo termo ‘ufanismo’, entende-se:
a) orgulho exagerado
b) corrupção
c) falta de patriotismo
d) ocultação da verdade
e) imitação do estrangeiro

Texto III
O que o povo quer do próximo presidente

    Um bom candidato presidencial precisa estar atento às preocupações que mais afligem os cidadãos. Essa postura é necessária, primeiramente, pela razão óbvia de que ninguém ganha as eleições sem tocar nos temas mais importantes para a maioria da população. Mas há outro motivo para levar em conta a voz do povo: em grande medida, as sondagens de opinião expressam os erros e os avanços das políticas públicas, de modo que podem ser usadas como uma bússola para que o eleito priorize as questões mais relevantes.
Revista Época.Edição Nº 630. 13//06/2010

08. O texto 3 NÃO permite afirmar que
a) os candidatos à presidência sempre levam em consideração as preocupações do povo.
b) as sondagens de opinião podem servir como referência para as questões prioritárias do candidato eleito.
c) as sondagens de opinião, geralmente, revelam o que o povo considera certo ou errado nas políticas públicas.
d) um bom candidato deve estar atento aos problemas que mais preocupam o cidadão.
e) dois motivos são apontados para que um bom candidato esteja atento às preocupações do cidadão: a) ninguém ganha as eleições sem tocar nos temas mais importantes para o povo; b) conhecer os erros e acertos nas políticas públicas indicados pelas pesquisas de opinião.


sábado, 16 de julho de 2011

I Ciclo Enem 2011

Hoje é o último dia da promoção que oferece a você o ingresso do I Ciclo Enem a R$20,00. Apartir de manhã o valor será de R$30,00. Não percam esta oportunidade.
Os ingressos podem ser comprados nas Lojas GRITT dos shoppings Boulevard, Castanheira e Pátio Belém.


O Ciclo Enem será realizado no dia 21 de agosto no Hangar e contará com 9 professores que debaterão assuntos pertencentes à área 1 do Enem: Linguagem, códigos e suas tecnologias.
Muitos já compraram os seus ingressos. Faça parte deste mega evento.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conteúdo direcionado do blog

Postagens sobre formas verbais

Verbos Abundantes 
(Para aqueles que têm dúvidas sobre quando usar pago ou pagado, por exemplo)